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Vila Brasil

Some os 11 anos de trabalho + 04 Prêmios Açorianos do Richard Serraria com a banda Bataclã FC + 11 anos + 06 prêmios nas artes cênicas em diferentes estados do Brasil de Alexandre Fávero com a Cia Teatro Lumbra e temos um show audiovisual, acústico, misturando a música brasileira com referenciais do pampa, ares eletrônicos, efeitos com luzes multicoloridas, performances com sombras, projeções tridimencionais e outros mistérios dessas artes híbridas. Esse é o show Vila Brasil. Novo CD do Richard.



Quando se fala em cultura gaúcha o ideal é fazer da mão uma aba, lançar um gesto sobre a testa e espichar o olhar para o horizonte, o mais infinito possível. Voltar no tempo e no espaço para vislumbrar o mistério original do pampa e da cidade.



Um lugar amplo, ao extremo sul do Brasil, próprio para o gaúcho ir a qualquer lugar, no pé, no cavalo e se não for possível, na imaginação. De lá para cá atravessamos nossa própria fronteira e indo adiante, em direção ao norte, margeando a imaginação da orla da Lagoa dos Patos, vencendo a correnteza, cruzando Itapuã, e já no Lago Guaíba, damos de cara com a capital.


É nesse trajeto, do pampa à capital, que a poesia visual do espetáculo Vila Brasil espelha a alma porto alegrense, gaúcha, brasileira e latina para o mundo.


A arte pega emprestada essa miscigenação do povo sulista, da formação do estado, e soma-se à poesia madura e picotada à faca de Richard Serraria. Nessa nova concepção artística plática/musical, forjamos uma estética plástica que ambienta e também inquieta o público.


Do cenário composto por uma tela aparentemente monótona, despretenciosa e quase preguiçosamente branca emanam cenários e imagens em movimento, baseadas na própria formação e transformação de nossa cultura através da poesia e da miscelânea de ritmos.


Essa nova parceria entre a Cia Teatro Lumbra e a poesia de Richard Serraria trás na superfície do tecido e das notas as experiências anteriores, de fundir as músicas da banda Bataclã F.C. com as imagens em sombras do Teatro Lumbra, em shows como Corrente da Fé e Armazém de Mantimentos.


Pesquisas que fazem de nós os artistas que desejamos ser. Que arriscam muito para descobrir outras relações, ampliar os limites, renovar as variações e encontrar uma autêntica poesia audiovisual que se autocomplementam e apontam para um novo desafio.


As letras e poemas musicados convidam as luzes e sombras a mostrarem seus deslumbramentos, conduzindo o espectador a um espetáculo intimista e ao mesmo tempo visceral. Fora do tempo, do espaço e do lugar comum.


Elegemos a arte milenar do teatro de sombras, como ponto de partida, para possibilitar ao público, essa experiência singular, quase espiritual, que nasce da escuridão e vai em direção ao deslumbramento. Uma investigação interna para expressar o excêntrico, o externo, o extremo, tanto para o artista como para o público.


Nesta primeira temporada em uma pequena sala de pouco mais de 80m² as sugestões visuais, de formas, de cores, de símbolos e de arquétipos embalaram amigos, curiosos, músicos e críticos a conhecer nossas ambições pessoais e profissionais.


Essa arte tem revelado parte de nossas tradições mais conhecidas, como o chimarrão, outras vezes as abstrações do nosso inconsciente, uma espécie de fogo fátuo, das entranhas humanas, dos pesadelos e sonhos da modernidade. As imagens desencadeadas pela música engrenam em narrativa que cada espectador vai montando, com a ajuda de suas lembranças, devaneios e dúvidas para reconhecer a si próprio e o meio em que vive.


A expressão dessa linguagem híbrida, da música, do teatro, da poesia, encontram com os indivíduos, que são únicos e ao mesmo tempo formados por uma mistura diversificada. Uma metáfora das raízes formadoras com a linguagem narrativa.


Para alcançar esse resultado as equipes formadas por artistas da música e das artes cênicas unificaram suas técnicas, diversidades expressivas, para um diálogo e uma harmonização dramática incerta e misteriosa. Uma comunhão de dúvidas para possibilitar uma nova experiência.


O potencial estético e expressivo deste show ficou marcado nas retinas do público, que nos indicou, no final de cada uma das 6 apresentações, outros e novos horizontes, possíveis formatos e expectativas, ampliando essa ousada fusão de música e imagem para mais distante das nossas raízes, alcançando o chão fértil da cultura brasileira.

Aqui tem a ficha técnica completa:

TEATRO DE SOMBRAS VILA BRASIL

Alexandre Fávero
Pesquisa, Roteiro de Imagens, Direção de Arte e Direção de Cena

Alexandre Fávero, Roger Mothcy, Flávio Silveira
Manipulação e Operação de Luz

Paulo Sicca Lopes
Assessoria Eletrotécnica

Fabiana Bigarella
Fotografias, Assistência de Palco e Bastidores

Cia Teatro Lumbra
Produção

Clube da Sombra LTDA
Realização

Projeto Usina das Artes
Apoio

MÚSICOS VILA BRASIL

Ângelo Primon
Violão de 6 e 7 cordas, viola de 10, percussão e vocais

Marcelo Corsetti
Guitarras, efeitos, chocalho e lap top

Mateus Kleber
Gaita, chocalho e agogô

Lucas Kinoshita
Percuteria

Richard Serraria
Violão de 6 nylon, cavaco, voz e poesias

Tec Áudio
Sonorização

Carmen Salazar
Luz e objetos

Eduardo Borges
Material Gráfico

Coletivo 3Daqui 2 De Lá
Consultoria

Carlos Hahn
Filmagem

Projeto Usina das Artes
Apoio

As canções também estão disponíveis para baixar de graça no site www.iteia.org.br/tarrafa
Quem quiser saber mais sobre o processo de criação pode acessar http://vilabrasilcodigolivre.blogspot.com/

Esse show feito ao vivo, com a raça experimental das linguagens vai para a estrada, mas, antes, faz mais uma demonstração no Teatro Bruno Kiefer, na Casa de Cultura Mário Quintana, no dia 27 de novembro de 2008, com financiamento do FUMPROARTE.

Segundo o Serraria essa parceria deu um VILUMBRASIL...
Aproveita que é negócio certo!



Alexandre Fávero
Cenógrafo, diretor e sombrista
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