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Atualizado para a
Cartilha brasileira de teatro de sombras -
2015









Independente de
qual é a motivação que leva o encenador a se expressar com o teatro de sombras, é importante
entender que o processo de criação tende a levar para múltiplas dúvidas e por vezes levando à mais
de uma resposta para cada uma das várias questões. Cada solução necessitará de aprofundamento sobre
a dúvida que a gerou e verificação prática sobre suas hipóteses, caso contrário pouco se avança ou
se aprende com a experiência artística da pesquisa.

Uma pergunta bem feita,
mesmo sem reposta imediata, pode conter mais conhecimento que várias afirmações superficiais.
Teoricamente um espetáculo é uma sucessão de perguntas, respostas, tentativas, afirmações, lacunas,
erros e acertos que são expostas para o tratamento dos criadores, artistas, técnicos e finalmente,
ao público. Essa coleção de indagações leva a escolhas que aos poucos pavimenta a trajetória de um
projeto de montagem. Quando esse caminho é percorrido por meio do estudo para as soluções das
dúvidas, variantes surgem durante a pesquisa, com um ou mais caminhos para avançar na descoberta de
soluções e com isso, fortalecendo cada uma das escolhas seguidas, deixando em suspensão outras
tantas durante a caminhada. O encenador que pesquisa tem consciência que seu trabalho lida com uma
boa e certa dose de incerteza, frustração, risco, falhas, tensão, contratempos e por isso precisa
ter clareza sobre cada ponto a ser investigado, possuir capacidade de tomar decisões, habilidades
para concretizar ideias, persistência para encontrar pistas, criatividade para formular hipóteses,
disciplina para dar ritmo e continuidade no processo, organização para documentar suas descobertas
sem nunca esquecer o que motivou a pesquisa, as necessidades que movem seus esforços e a ideia de
tornar tudo que descobriu em algo útil para alguém.

Dica: As descobertas e
as soluções para problemas e questões específicas surgem conforme são elaboradas, detalhadas e
aprofundadas sobre os diferentes assuntos e temas envolvidos no processo. Quanto mais o encenador se
apropria das incógnitas e dos recursos, mais rico se torna o processo, exigindo conhecimentos e
técnicas específicas, que permitirão múltiplas possibilidades de escolhas para as prováveis
respostas, experimentações e soluções. Por isso é bom lembrar que a dúvida é uma aliada e quanto
mais duvidoso for o processo, mais enriquecedor serão os seus desdobramentos. A criatividade
agradece.

 

Para refletir: Fazer arte é lidar
com hipóteses, tentativas, investigação, estudo, erros e acertos. Para criar  histórias no
teatro e espetáculos de sombras é fundamental ter curiosidade, não ter medo de errar, nem preguiça
de pensar. Aprender algo diferente muitas vezes surge da sabedoria em fazer questionamentos certos,
cada vez mais complexos, sobre perguntas simples. 


A
vontade é fundamental para começar, mas não sustenta o sucesso do processo. Por mais dicas e
descobertas que se tenha no início, é a compreensão e a força do trabalho que permitem progredir e
evoluir. Na medida que isso acontece, evidencia-se um histórico, um caminho percorrido que fortalece
o ofício artístico. Parece brincadeira, mas na bandeira do Brasil está escrita uma mensagem que pode
servir para alcançar bons e melhores resultados em um projeto artístico: Ordem e
Progresso.


Trecho de estudo para a 
pesquisa
Dramaturgia da Sombra
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